008 - Karina e Porygon!

008 - Karina e Porygon!

Eram 10 horas da manhã quando Drake acordou com um Igglybuff pulando em cima dele.
- Ei! Você está algumas horas atrasado sabia? Disse Clara.
- AHHH! É mesmo! Nós combinamos com o Rodrigo de ir até o centro de criação. Ele e Erik já estão prontos?
- Sim, Erik só está enviando o Nidoran que ele capturou para Falks. Parece que ele quer mostrar para o pai que já está capturando vários pokemons. Ei Igglybuff pare de pular no Drake e retorne.
O garoto se aprontou rapidamente e os dois se reuniram com os outros e foram se despedir de Leo. No ginásio ainda estavam os policiais tentando resolver a confusão na caverna.
- Vocês vão mesmo partir hoje? Disse o líder.
- Sim, quero ir até esse centro de treinamento o mais rápido possível. Essa desobediência do Larvitar me deixa preocupado. Respondeu Rodrigo.
- Infelizmente, com a explosão, várias partes da caverna estão sujeitas a desmoronamento. Ninguém tem a permissão de entrar lá. Vocês terão que arrumar outro jeito. Talvez, se a policial Jenny deixar, vocês podem pegar carona com o balão que vai até a cidade de Temny, para trazer ajuda.
Leo então conseguiu a permissão com Jenny e todos foram esperar pela chegada do balão no centro Pokémon. Ao se despedirem Leo entregou algo para Rodrigo.
Logo depois no centro Pokémon, enquanto Erik escovava seu Eevee, Drake, com a ajuda de Rodrigo, procurava o ginásio mais próximo. Clara por sua vez observava a Chansey ao lado da enfermeira Joy.
- A Chansey seria um bom Pokémon para contests. Ela é bem amigável e sua doçura chama atenção. Quem sabe um dia eu não capture alguma? Disse Clara para Joy.
- Você é coordenadora? Então deve estar indo para o contest que haverá em Hiluba, certo?
- Sou coordenadora sim! Não sabia desse contest! É aqui por perto? Talvez seja uma boa oportunidade.
- Hiluba e Temny são cidades vizinhas e rivais. Um rio separa as duas, o Rio Ricor. Elas ficam depois das montanhas. Existe uma ponte ligando as duas, mas normalmente quem a atravessa não é bem vindo do outro lado. Existe uma grande rivalidade entre as duas cidades, pois Hiluba sempre teve grandes mestres especialistas em pokemons fantasmas e Temny em pokemons psíquicos. Dez anos atrás, um representante de cada cidade foi escolhido para resolver a disputa e mostrar qual cidade predominava. Mas os dois foram derrotados por um terceiro Pokémon. A partir daí, as pessoas da cidade de Hiluba começaram a acreditar que foi uma armadilha dos mestres de Temny e vice-versa. Desde então as cidades não convivem bem. Esse contest será organizado para comemorar a chegada da Lua Nova, que representa Hiluba, enquanto a Lua Cheia representa Temny. Falou Joy.
- Então será para lá que eu vou! Tenho que conseguir minha primeira fita! E o novo golpe do Teddiursa irá me ajudar.
- Você também não deve saber que esse contest será diferente dos outros. Você primeiro fará uma apresentação de apenas um Pokémon. Se você passar para a próxima fase, você fará uma apresentação com dois pokemons. Se você passar mais uma vez, irá para as quartas de final e a partir daí é batalhar normalmente.
- A apresentação com apenas um Pokémon eu já esperava, mas a em dupla será um problema. Não sei se meu Igglybuff está preparado, nem sei se ele tem golpes o suficiente. Vou pensar. Obrigado mesmo assim pela informação, Joy.
- Por nada! Respondeu a enfermeira com um sorriso, indo atender um Torchic que chegava machucado no centro Pokemon.
Clara então retornou até Drake e Rodrigo e explicou onde seria o Contest.
- Hummm... Eu e Drake estávamos pensando em ir para o oeste, onde tem um ginásio de Pokemons Insetos. Mas em Temny tem um ginásio também e, se a Joy estiver certa, terá pokemons psíquicos. O que você acha Drake? Disse Rodrigo.
- Pokemons psiquicos? Talvez seja uma boa escolha! Com o Sableye eu vou ter uma grande vantagem! E ainda tenho a Ledian que pode me ajudar bastante. Decidido, vamos para lá então. Você concorda Erik? Respondeu Drake que gritou para Erik.
- Por mim tanto faz. Não vou querer disputar esse ginásio, vou tentar outras coisas. Falou o filho de Falks.
- Tudo bem então. E pelo que vejo aqui no guia de informações, o torneio será em uma semana. Se nós ficarmos 2 dias no centro de criação, levaremos mais 3 dias para chegar em Hiluba e Temny e você ainda terá um dia para treinar seus movimentos Clara. Depois o Drake disputa no ginásio e agente pode seguir viagem. Falou Rodrigo.
- Fechado! Rodrigo enquanto esperamos pelo balão que tal você me ajudar nos treinamentos? Perguntou Clara.
- Não precisa dizer duas vezes. Vamos lá para fora.
Clara então decidiu testar as habilidades de Igglybuff.
- Como o meu Pokémon vai ficar só na defensiva tenho que escolher algum bem resistente. Vai Wailmer.
- Não sabia que ele tinha um Wailmer... Drake pensou alto.
- Ele já disputou a liga uma vez. Deve ter mais pokemons. Respondeu Erik.
Clara então pegou sua pokeagenda para identificar os golpes de Igglybuff. Ela fez uma cara de surpresa.
- Algo errado? Perguntou Rodrigo.
- Não! Pelo contrário. Aqui diz que Igglybuff sabe um golpe que só a sua evolução saberia. Estranho não? Respondeu a garota.
- Isso pode acontecer, é bem raro. Já ouvi falar de um Riolu que já sabia usar o Aura Sphere. Talvez tenha aprendido com outros pokemons na caverna.
- Vamos ver se isso é verdade, Rollout Igglybuff!
O Pokémon respondeu imediatamente e saiu em direção ao Wailmer. O golpe acertou várias vezes, mostrando que o Pokemon sabia muito bem como usá-lo.
- Agora Charm e depois Sing!
- Belos golpes para contests. Normalmente o Sing já ajuda bastante e o Charm também. Com o Rollout ela pode fazer novas combinações. Disse Erik.
Nessa hora a policial Jenny chamou todos, pois o balão havia chegado. A viagem foi até rápida, no caminho eles viram alguns Pidgeys, Pidgeottos e Staravias. Quando chegaram e pousaram perceberam que o centro de criação era enorme. Estava isolado de tudo e de todos, mas com grandes e largos campos, coberto de pokemons. Erik viu uma Spheal na beira do lago e foi até lá vê-la. Nesse momento uma menina que parecia ter voltado de uma corrida chegou perto dele e disse:
- Ei esse Pokémon não é selvagem nem pense em tentar capturá-lo!
- É eu sei. Ele deve pertencer ao centro de criação não é? Viemos aqui com nosso amigo Rodrigo. Respondeu Erik apontando para os outros.
- Então vocês finalmente chegaram! Eu sou Karina, filha dos donos do centro de criação. Sou eu quem vai ajudá-los, meus pais se preocupam mais com a alimentação e a saúde dos pokemons, treinamentos são comigo.
- Prazer em conhecê-la. O garoto respondeu e apresentou todo mundo, logo depois Rodrigo disse:
- Você já sabe do que se trata não? Como poderá me ajudar?
- Isso é um caso um pouco atípico, mas nada que um bom treinamento não resolva. Sorte sua que eu estava por aqui ou então esse meu amigo não poderia ajudá-los. Vai Porygon!
O Pokemon saiu da pokebola e mostrou toda a sua energia, parecia ser muito forte e bem treinado.
- Eu sou uma treinadora de aluguel. Os treinadores me emprestam seus pokemons para eu treiná-los e devolvê-los mais fortes. O Porygon tem ótimos golpes para servir de oponente. Treinamos todos os dias. Agora mesmo estava treinando a velocidade de um Lopunny. Cheguei há dois dias. Não é possível treinar pokemons sem batalhar, além disso, alguns pedem para eu treiná-los em movimentos de contests, então tenho que entrar em alguns para aprimorar a técnica.
- Um trabalho interessante. Você então vai para o próximo contest em Hiluba? Perguntou Clara.
- Vou sim! Vou partir depois que resolver o problema do Larvitar. No momento tenho que treinar um Cyndaquil e um Grimer. Será um desafio montar uma apresentação com os dois, mas é meu trabalho, então tenho que fazê-lo. Falou a outra garota.
- Nós também estamos indo para lá! Podemos ir juntos. Assim você terá mais tempo com o Larvitar. Disse Rodrigo.
- Tudo bem, mas esse Larvitar não vai me dar tanto problema, vai?
- Ele é bem temperamental.
- Chame ele, vamos ver como ele lidará comigo.
Larvitar saiu da pokebola e começou a encarar Porygon. O outro Pokémon fingia que nada estava acontecendo. Karina chegou perto do Larvitar e tentou tocá-lo. O Pokémon ficou apreensivo, mas permitiu o toque.
- Ele não é agressivo. Mas parece provocar todos os pokemons.
Nesse instante o Pokémon soltou um Screech para chamar a atenção do Porygon. Mas não teve efeito.
- Vamos levar todos lá para dentro e em alguns minutos agente começa, ok, Rodrigo?
- Tudo bem.
Todos entraram e conheceram os pais de Karina. Eles estavam alimentando alguns pokemons insetos como Pineco, Kakuna, Spinarak e Scyther. Enquanto isso a mãe de Karina também trocava os curativos do Scyther. Eles eram bem gentis, mas não pareciam saber das personalidades dos pokemons como Karina sabia.
Depois de algum tempo o grupo se separou em três: Karina e Rodrigo foram cuidar do problema do Larvitar, Erik e Drake foram treinar seus pokemons e Clara foi colocar em prática uma idéia para o contest.

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Karina foi até uma sala pegou duas pokebolas e levou Rodrigo até o campo aberto onde poderiam batalhar. Além disso, ela pegou alguns medicamentos de rápida recuperação. A garota então disse:
- A nossa tática será demonstrar para o Larvitar que ele não consegue sustentar todos os golpes. Portanto, ele terá que perder várias batalhas e usaremos esses medicamentos para recuperá-lo rápido e não perdemos tempo. Ok?
- Tudo bem. Saia Larvirtar. Respondeu Rodrigo.
- Vai Porygon.
- Larvitar, o Porygon é um Pokémon perigoso. Cuidado com os golpes dele, ok?
O Pokemon ouviu o conselho de seu treinador, mas não parecia convencido.
- Use o Bite!
Ao invés disso, ele usou o Sandstorm.
- Perfeito. Porygon, use o Conversion 2. Dessa forma o Sandstorm não irá te afetar. Falou a garota.
- Larvitar use o Bite!
Mas o Pokémon continuou a usar Sandstorm e depois Rock Slide, que não eram bons contra o Porygon já que ele assumiu a forma terrestre.
- Psybeam até vencermos. Karina disse.
- Desvie Larvitar e use o Bite!
O Pokémon recebeu o golpe como sempre o faz e finalmente usou o Bite. Mas Porygon continuava sem muitos danos. Mais Psybeams vieram e Larvitar foi perdendo energia, ele obedecia aos comandos de ataque de Rodrigo, mas não desviava dos Psybeams. Até que ele perdeu a batalha e foi recuperado.
- Mais uma vez. Falou Karina.
- Ok. Dessa vez desvie Larvitar.
O Pokemon parecia estar muito confuso.
- Psybeam!
- Desvie e use o Bite para derrotá-lo. Ele está fraco.
Larvitar recebeu o golpe mais uma vez, mas acertou o Bite em Porygon também. O Pokémon ficou bem fraco, mas Karina ordenou:
- Recover.
Porygon voltou ao normal e podia batalhar de novo. Eles ficaram batalhando bastante tempo. Quando Larvitar ficava exausto, eles o recuperavam. Até que uma hora Karina recolheu o Porygon e lançou uma Walrein no campo.
- Larvitar se você não fugir disso você sempre perderá. Sheer Cold. Disse Karina.
Larvitar recebeu o golpe como sempre e perdeu a luta. Apenas na terceira tentativa ele desistiu e desviou, finalmente. Rodrigo deu os parabéns para seu Pokémon e Karina então disse:
- Agora esse Pokémon lhe mostrará como é importante não receber os golpes. Vai Shedinja.
Como o Shedinja só é afetado por golpes super efetivos, ele seria ótimo para demonstrar a importância de não levar todos os golpes.
- Rodrigo use outro Pokémon. Larvitar já se esgotou.
- Wailmer me ajude então. Water Gun. Observe bem Larvitar.
O Water Gun passou direito do Shedinja. Assim como o Ice Beam. Os dois então recolheram seus pokemons e foram até Larvitar. O Pokémon chegou perto de Rodrigo e fez um sinal positivo com a cabeça, pulou em Rodrigo, tocando na pokebola e retornando. Karina, então, falou:
- Ele deve estar bem cansado. Assim como nós estamos. Amanhã, use o Larvitar numa batalha e veremos se ele aprendeu mesmo. Meu trabalho só estará completo quando puder ver ele te obedecendo completamente.
- Claro! Farei isso mesmo. Agora vamos, pois está anoitecendo.
- Vamos sim.

Próximo Capítulo: Uma Noite Turbulenta!
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